Na Constelação Familiar individual, a sessão acontece só entre a pessoa atendida e a terapeuta, sem grupo e sem a presença de outros familiares. Em vez de pessoas representando membros da família, podem ser usados objetos de representação, como pequenas peças ou bonecos, que ajudam a visualizar as relações ligadas à questão trazida.
Ao posicionar esses objetos, a pessoa observa proximidades, distâncias e direções, e o que sente diante de cada configuração. Essas observações servem como apoio para a conversa e a reflexão, nunca como revelação ou diagnóstico.
Resposta rápida: uma sessão de Constelação Familiar individual começa com uma conversa sobre a questão que você quer olhar. Em seguida, quando faz sentido, objetos são usados para representar você, familiares ou elementos da situação. Você os posiciona, observa o conjunto e conversa sobre o que percebe. Não é preciso levar a família, e os objetos não têm poder próprio: eles apenas ajudam a enxergar as relações de outro ângulo.
Qual a diferença entre a constelação individual e a constelação em grupo?
Na constelação em grupo, outras pessoas presentes são convidadas a representar os membros da família de quem está sendo atendida. Na constelação individual, esse papel é feito por objetos, e o atendimento acontece de forma reservada.
| Aspecto | Em grupo | Individual |
|---|---|---|
| Quem participa | Várias pessoas, a maioria desconhecidas | Só você e a terapeuta |
| Representação | Pessoas representam os familiares | Objetos representam os familiares e elementos da questão |
| Privacidade | A questão é compartilhada com o grupo | A questão fica restrita ao atendimento |
| Ritmo | Segue a dinâmica do grupo | Segue o seu tempo |
Muitas mulheres preferem o formato individual por privacidade, por não se sentirem à vontade para expor a história familiar diante de outras pessoas ou por quererem um ritmo mais cuidadoso.
Como costuma ser a sessão, passo a passo?
Cada atendimento é conduzido de acordo com a questão trazida, mas a sessão costuma seguir um caminho parecido com este:
- Conversa inicial: você conta o que quer olhar, como um conflito com a mãe, dificuldade de colocar limites ou a sensação de repetir uma história da família.
- Escolha do foco: juntas, vocês definem uma pergunta ou situação específica para observar.
- Representação: quando faz sentido, você escolhe objetos para representar você, familiares ou elementos da questão.
- Posicionamento: você coloca os objetos sobre a mesa, do jeito que sente que as relações estão.
- Observação: você observa o conjunto e percebe o que chama atenção, como quem está perto, quem está longe e para onde cada um "olha".
- Conversa e reflexão: a terapeuta faz perguntas, e você pode experimentar outras posições e notar o que muda na sua percepção.
- Fechamento: a sessão termina com uma conversa sobre o que ficou mais significativo para você.
Para que servem os objetos ou bonecos?
Os objetos servem para tornar visível algo que normalmente fica apenas no pensamento. Quando você coloca no espaço a forma como sente as relações, pode perceber aspectos que não apareciam na conversa, como:
- a proximidade ou a distância entre as pessoas;
- quem parece estar no centro e quem fica de fora;
- para onde cada um está voltado;
- o lugar que você ocupa nesse conjunto;
- a sensação que determinada configuração provoca em você.
Essas percepções podem gerar novas perguntas e outro olhar sobre a situação. No consultório de Rejane Santana, os objetos são usados de forma discreta, como apoio à conversa e à observação.
O que a Constelação Familiar não faz?
É importante ter expectativas realistas. A Constelação Familiar:
- não revela fatos escondidos da família nem descobre segredos;
- não faz diagnóstico sobre você ou sobre outras pessoas;
- não muda os outros à distância;
- não substitui acompanhamento médico, psiquiátrico ou psicológico quando ele é necessário;
- não exige reconciliação com familiares.
A Constelação Familiar faz parte das Práticas Integrativas e Complementares do SUS desde 2018. Ainda assim, tem menos pesquisas científicas do que abordagens como a Psicanálise, e deve ser vista como um recurso de reflexão, e não como tratamento de saúde.
Como se preparar para a sessão?
Não é preciso estudar a história da família nem trazer informações completas. A sessão parte daquilo que você sabe e sente hoje. Ainda assim, algumas reflexões podem ajudar:
- pensar em qual situação ou relação você gostaria de olhar com mais cuidado;
- perceber o que tem se repetido, como conflitos, sentimentos ou escolhas;
- anotar dúvidas que gostaria de levar para a conversa;
- reservar um tempo depois da sessão, sem compromissos apertados, para assimilar o que surgir.
O que pode acontecer depois da sessão?
Depois de uma sessão, algumas pessoas sentem alívio. Outras ficam pensativas ou emocionadas por algum tempo. Também é comum que novas percepções apareçam nos dias seguintes, em situações do cotidiano.
Essas percepções não precisam virar decisões imediatas. Não é necessário procurar familiares, confrontar alguém ou mudar tudo de uma vez. Muitas vezes, o efeito mais importante é perceber de outro jeito o lugar que você ocupa e, a partir daí, fazer escolhas com mais calma.
Se algo despertar um sofrimento intenso, vale conversar sobre isso com a Rejane ou buscar outro acompanhamento.
A sessão pode ser online?
Sim, o atendimento de Constelação Familiar também pode ser feito online. A forma de conduzir a sessão nesse formato é combinada com a Rejane. Para que funcione bem, é importante estar em um ambiente reservado, sem interrupções e com conexão estável.
Para quem a constelação individual pode fazer sentido?
Ela costuma ser procurada por mulheres que desejam observar:
- conflitos que se repetem com pais, irmãos ou filhos;
- dificuldade de dizer não à família;
- a sensação de carregar responsabilidades que não são suas;
- relações difíceis entre mãe e filha;
- padrões que parecem se repetir entre gerações.
Se a relação com sua mãe é um desses pontos, o artigo mães e filhas: por que algumas relações são tão difíceis? aprofunda o tema. Para entender a abordagem de forma mais ampla, veja o que é terapia sistêmica e como ela funciona.
Pergunte direto para a Rejane antes de agendar.
Quantas sessões são necessárias?
Não existe um número fixo. Algumas pessoas fazem uma sessão para olhar uma questão específica. Outras preferem retomar o tema depois de algum tempo ou combinar a Constelação com outro acompanhamento, como a Psicanálise. Isso é conversado de acordo com o que você busca.
Converse com Rejane Santana
Rejane Santana realiza Constelação Familiar individual em São Paulo, presencialmente na Vila Madalena, e online, para mulheres adultas. Não é preciso levar familiares.
Se quiser entender como seria a sua sessão, você pode falar diretamente com a Rejane ou agendar pelo calendário online. A conversa inicial é sem compromisso e sem promessa de resultado.